Alma Carioca : Zazá Piereck

No mês de junho, convidamos Zazá Piereck para ser nossa alma carioca. Zazá é um dos nomes mais ouvidos quando se fala em buffet de festas badaladas no Rio de Janeiro. Dona do famoso Zazá Bistrô Tropical, é uma mulher incansável e sempre animada para festejar a vida. Em entrevista exclusiva para o site da Greenpeople, Zazá conta alguns segredos. Veja!

O que mais te inspira no Rio?

A combinação única da natureza espetacular de mar, montanha e floresta com cultura viva, ao mesmo tempo em que mantém um clima de balneário vintage.

Algum lugar no Rio que é especial para você?

Lugares são tantos… Amo o lugar em que moro, em São Conrado, no meio da floresta e de frente para o mar. Também amo meu bairro de trabalho, Ipanema. Mas amo Santa Teresa, Leblon, Urca, Gloria, Lapa, as Ilhas da Barra, as praias da Reserva, enfim… vejo beleza pra todo lado por aqui.

Seu restaurante é um dos mais famosos da cidade, como explica esse sucesso ?

Acho que muito do sucesso do Zazá Bistrô Tropical reside na sua originalidade. É um restaurante que se sempre se propôs a fazer comida gostosa e de verdade, passando ao largo de modismos. Utilizamos ingredientes orgânicos há 18 anos, quando a maoiria das pessoas nem sabia do que se tratava. É único, não faz parte de cadeias, onde o dono nunca esta presente. Nós vivemos o dia a dia do Zazá Bistrô e isso transmite autenticidade, coisa muito rara hoje em dia. E para coroar, estamos localizados numa esquina muito aprazível, no coração de Ipanema.

Sopa de tomate com raízes al dente.

Tem algum prato no cardápio que não abre mão?

Tem vários… que são os clássicos que não tiramos, embora muitas vezes os aperfeiçoamos. Um exemplo é o filé alto de peixe branco com banana da terra e palmito pupunha orgânico. No próximo menu, o peixe virá com uma crostinha de chips de coco, ideia do novo Chef Tristão.

O que mudou na gastronomia nos últimos anos ?
Cresceu muito a preocupação com a qualidade dos ingredientes e sua origem. Não trata apenas de saber se é orgânico ou não. É fair trade? É local? Eles atravessam muitos quilômetros para chegar às mãos do chef? Também as pirotecnias cansaram, os malabarismos culinários e os menus extensos de 8, 10, 16 pratos… ninguém quer comer tanto! A vontade agora é mais compartilhar horizontalmente do que mergulhar num menu vertical e individual.

Como você define a mulher carioca ?
A mulher carioca é mais descomplicada. Sempre achei que ter diariamente acesso a um horizonte desimpedido de prédios, alarga o olhar e acalma o espírito.

Qual é seu greenpeople preferido?
Amo todos, mas tenho loucura pelo Snow. Até criamos um drink baseado nele, o Snow Martine, servido em eventos. As pessoas amam!

www.zazabistro.com.br